Após tragédia no rope jump, família quebra o silêncio e divulga carta impactante

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de apenas 21 anos, continua causando comoção e revolta. Na última semana, a família da estudante decidiu tornar pública uma carta aberta em homenagem à jovem, que perdeu a vida após um acidente durante um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.

Conhecida por todos como Duda, Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho depois de ser lançada da ponte sem estar corretamente conectada aos equipamentos de segurança. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e ganhou repercussão nacional nos últimos dias.

Na mensagem divulgada pela família, os parentes lembram da personalidade alegre da jovem e dos inúmeros planos que ela ainda tinha pela frente. Segundo o texto, Duda estava vivendo uma das melhores fases da vida. Além de cursar sua segunda graduação, ela também planejava se casar em breve.

O noivo da jovem estava presente no local do salto e presenciou toda a tragédia. A cena marcou profundamente familiares e amigos, que ainda tentam entender como tudo aconteceu.

“Maria Eduarda, nascida em 25 de dezembro, sempre foi um verdadeiro presente para nossa família”, escreveram os parentes. Eles recordaram que, desde criança, Duda se destacava pelo bom humor, pela energia contagiante e pela capacidade de alegrar qualquer ambiente.

A jovem já possuía formação em Nutrição Esportiva e estava cursando Educação Física, com previsão de concluir o curso em 2027. Apaixonada pela área da saúde e do esporte, trabalhava como recepcionista e também realizava estágio em uma academia da cidade onde morava.

Segundo a família, ela sonhava em construir uma família ao lado do noivo e desejava proporcionar aos avós a felicidade de conhecer os futuros netos. Todos esses projetos foram interrompidos de forma abrupta.

A carta também demonstra a indignação dos parentes diante das circunstâncias da morte. Em um dos trechos mais fortes do comunicado, a família classifica o ocorrido como algo “inaceitável”.

“O crime ocorrido com a nossa Duda durante a prática de rope jump é inaceitável e causa profunda angústia e indignação”, afirmaram.

As investigações avançaram rapidamente nos dias seguintes à tragédia. Três instrutores responsáveis pela atividade, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, foram presos ainda no dia do acidente. Posteriormente, eles acabaram sendo indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte de alguém.

Uma semana depois do caso, novas prisões ocorreram. João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, Evelyne dos Santos Gonçalves e Gabriel Barros também foram detidos. De acordo com a investigação, eles teriam participado da exclusão de conteúdos das redes sociais relacionados ao salto e do desaparecimento da câmera utilizada por Maria Eduarda durante a atividade.

Na carta, a família afirma confiar no trabalho das autoridades e reforça que continuará buscando justiça. Os parentes defendem que todas as responsabilidades sejam esclarecidas e que os envolvidos respondam pelos seus atos ou eventuais omissões.

Além disso, eles esperam que a tragédia sirva de alerta para evitar novos acidentes em atividades consideradas radicais. Para a família, nenhuma outra pessoa deveria passar pelo sofrimento que eles enfrentam desde aquele sábado de junho.

Por fim, os familiares agradeceram as inúmeras manifestações de apoio recebidas desde a morte da jovem. Amigos, desconhecidos e até pessoas de outras regiões do país enviaram mensagens de solidariedade. Em meio à dor, a família também pediu respeito à sua privacidade durante esse período tão difícil.

Com o coração partido, os parentes encerraram a nota reafirmando que a memória de Duda permanecerá viva e que a busca por respostas continuará até que todos os fatos sejam completamente esclarecidos.

Leia a íntegra da carta divulgada pela família:
NOTA DA FAMÍLIA RODRIGUES – Em Memória de Nossa Amada Duda

É com uma dor imensurável e o coração desolado que a Família Rodrigues se dirige ao público neste momento tão difícil, após a trágica e prematura perda de nossa querida Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, carinhosamente conhecida como Duda, aos 21 anos. Sua partida abrupta interrompe uma vida cheia de planos e sonhos, deixando uma ausência profunda em todos nós que a amamos.

Maria Eduarda, nascida em 25 de dezembro, sempre foi um verdadeiro presente para nossa família. Desde pequena, Duda se destacava por sua alegria, seu bom humor e sua energia contagiante. Recordamos com carinho de cada momento e de nosso empenho em vê-la feliz.

Ela era uma jovem dedicada e estudiosa, com uma trajetória exemplar. Com formação em Nutrição Esportiva, estava cursando Educação Física e tinha previsão de concluir a graduação em 2027. Sua paixão pela área se refletia em seu trabalho como recepcionista e estagiária em uma academia da nossa cidade.

Duda nutria muitos sonhos para o futuro. Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir sua própria família e proporcionar a seus avós a alegria de conhecerem seus filhos. Todos esses projetos de vida foram ceifados.

O crime ocorrido com a nossa Duda no último sábado, 13 de junho de 2026, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), ao ser lançada sem estar devidamente conectada aos equipamentos de segurança é inaceitável e está sob investigação da Polícia Civil. Este fato causa-nos uma profunda angústia e indignação.

Neste momento de luto, a Família Rodrigues, acompanhada por sua assessoria jurídica, busca por justiça. É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões. Confiamos na atuação diligente da Polícia Civil e do sistema Judiciário para que os fatos sejam plenamente esclarecidos e que a memória de nossa Duda seja honrada com a busca pela justiça. Desejamos, acima de tudo, que a elucidação deste caso sirva de alerta para que situações como esta não se repitam, protegendo assim a vida de outros jovens.

Agradecemos imensamente o apoio, a solidariedade e o carinho recebidos de todos, bem como o papel da imprensa na busca pela verdade e na divulgação deste caso. Pedimos que a privacidade da família seja respeitada neste período de grande sofrimento.

Com o coração partido,

A Família Rodrigues – Jandira/SP, 20 de junho de 2026.



Recomendamos