Erika Hilton surge devastada e faz triste comunicado de morte que comove o Brasil

A deputada federal Erika Hilton usou as redes sociais na noite desta segunda-feira (6) para informar a morte da ativista Marcelly Malta Lisboa, uma das principais referências na luta pelos direitos da população LGBTQIA+ no Rio Grande do Sul. Marcelly tinha 75 anos, enfrentava problemas de saúde e, segundo as primeiras informações divulgadas, morreu em casa, em Porto Alegre, poucos dias depois de ter sido internada.

A notícia causou grande comoção entre integrantes de movimentos sociais, lideranças políticas e pessoas que acompanharam sua trajetória ao longo das últimas décadas. Reconhecida pelo trabalho em defesa dos direitos humanos, Marcelly ocupava a presidência da organização Igualdade RS e também era vice-presidente da Rede Trans Brasil, entidades voltadas à promoção da cidadania e do combate à discriminação contra pessoas LGBTQIA+.

Ao prestar homenagem, Erika Hilton destacou a importância da ativista para a comunidade e lembrou que sua atuação foi marcada pela defesa da inclusão e pelo enfrentamento ao preconceito. Em sua publicação, a parlamentar afirmou que Marcelly foi uma das maiores lideranças do movimento, sempre presente na linha de frente da luta pela prevenção e pelo tratamento do HIV/Aids, além de exercer um papel importante na mobilização social e política.

A deputada também ressaltou que Marcelly enfrentou diversos desafios ao longo da vida. Segundo ela, a ativista sobreviveu ao período da ditadura militar, passou por situações de preconceito, discriminação e transfobia, mas nunca deixou de defender aquilo em que acreditava. Para Erika Hilton, a história de Marcelly representa a resistência de uma geração que abriu caminhos para que outras pessoas trans possam viver com mais dignidade e alcançar a velhice com direitos e reconhecimento.

Na mensagem publicada nas redes sociais, a parlamentar agradeceu pela contribuição deixada por Marcelly e afirmou que pretende manter viva sua memória. Ela também prestou solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de militância que conviviam com a ativista e lamentaram sua partida.

A morte de Marcelly Malta representa uma grande perda para o movimento LGBTQIA+ brasileiro. Durante décadas, ela participou de debates, campanhas de conscientização e ações voltadas ao combate da discriminação, tornando-se uma referência para diferentes gerações de ativistas. Seu trabalho ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Sul e influenciou iniciativas em diversas regiões do país.

Nas redes sociais, diversas homenagens começaram a ser publicadas logo após a confirmação da notícia. Amigos, militantes e representantes de organizações lembraram da dedicação de Marcelly às causas sociais, destacando sua coragem e sua disposição para acolher pessoas que enfrentavam situações de vulnerabilidade.

Até o momento, não foram divulgadas novas informações sobre o velório e o sepultamento. A expectativa é que familiares e representantes das entidades das quais Marcelly fazia parte informem os detalhes da despedida nos próximos dias.

A trajetória de Marcelly Malta deixa um legado importante na defesa dos direitos humanos e da população LGBTQIA+. Seu nome permanece ligado à luta por igualdade, respeito e acesso a políticas públicas, inspirando muitas pessoas que seguem trabalhando por uma sociedade mais inclusiva e com menos preconceito.



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