Ex-deputado Alexandre Ramagem se defende de acusações e fala sobre sua vida nos EUA
No último domingo, 5 de novembro, Alexandre Ramagem, ex-deputado federal pelo PL, fez declarações polêmicas em entrevista à CNN. Durante um jogo entre o Brasil e a Noruega, realizado no estádio em New Jersey, Ramagem foi questionado a respeito de seu nome ter surgido em uma investigação ligada ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como “Adilsinho”, que é apontado como o chefe de uma suposta máfia do cigarro no Rio de Janeiro.
“Não conheço, nunca tive contato. É muito fácil botar meu nome numa lista, é muito fácil querer fazer perseguição. Não tenho vínculo nenhum com bicheiro, com ninguém”, afirmou Ramagem, demonstrando indignação com a situação. Ele também aproveitou a oportunidade para criticar o governo Lula, o Judiciário e a Polícia Federal, alegando que está nos Estados Unidos para expor as ilegalidades cometidas por essas instituições.
Contexto da Investigação
O ex-deputado foi mencionado em uma lista apreendida durante a quinta fase da operação Unha e Carne, que ocorreu em 2 de novembro. Ao ser questionado sobre o motivo de seu nome estar vinculado à investigação, Ramagem se mostrou surpreso. “Olha, é muito difícil. Se botaram o nome do Felipe Martins aqui nos Estados Unidos, imagina botar meu nome numa planilha”, disse ele, enfatizando que não esperava ser citado.
A situação de Ramagem se complica ainda mais pelo fato de que ele foi condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Após deixar o Brasil antes do término de seu julgamento, ele se tornou foragido e acabou sendo preso em Orlando, na Flórida, em abril deste ano por problemas relacionados ao seu visto, segundo informações do ICE, a polícia de imigração dos EUA.
A Perseguição e o Pedido de Asilo
Durante a entrevista, o ex-deputado ressaltou que considera sua prisão e as circunstâncias que o cercam como uma forma de perseguição. “Isso também é perseguição. Estou com meu procedimento de asilo político em andamento e o Brasil, a Polícia Federal e o Judiciário não querem que a extradição seja verificada, porque é fácil demonstrar a perseguição”, disse Ramagem, que acredita que há um conluio entre as autoridades brasileiras e as americanas para fazê-lo retornar ao Brasil.
Além disso, ele afirmou que a Polícia Federal teria tentado criar uma falsidade junto à imigração americana para facilitar sua deportação, mas alegou que o adido da PF acabou sendo expulso dos Estados Unidos em decorrência de alguma irregularidade.
A Família e a Vida nos EUA
Acompanhado de sua esposa, Rebeca Ramagem, durante o jogo, o ex-deputado também comentou sobre a situação de sua família. Rebeca confirmou à CNN que está se descompatibilizando do cargo de procuradora do Estado de Roraima para se candidatar nas eleições deste ano. Ela expressou seu desejo de retornar ao Brasil, mas disse ter receio de que isso resulte em sua prisão, especialmente por conta do juiz Alexandre de Moraes, que, segundo ela, poderia usar isso como uma estratégia para atrair seu marido de volta ao país.
A família Ramagem, que inclui duas filhas de 15 e 7 anos, tem sentido muita falta do Brasil e sonha em voltar. “Sentimos muita saudade do Brasil e sonhamos em retornar ao país. É difícil estar longe de casa”, declarou Rebeca, refletindo sobre os desafios que a família enfrenta ao viver em Orlando, na Flórida.
Considerações Finais
A situação de Alexandre Ramagem é um exemplo de como as questões políticas e judiciais podem se entrelaçar, afetando diretamente a vida pessoal e familiar de indivíduos. Em tempos de polarização política, é essencial que a sociedade acompanhe tais casos com atenção, uma vez que eles refletem não apenas a realidade de um cidadão, mas também as complexidades do sistema judicial e político brasileiro.