Busca e apreensão termina com conclusão da PF sobre armas na casa de Bolsonaro

Nesta quarta-feira (8), um relatório da Polícia Federal confirmou que nenhum armamento foi encontrado durante a operação de busca e apreensão realizada na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tinha como principal objetivo localizar armas de fogo, munições, acessórios e documentos relacionados ao registro desses equipamentos.

Segundo informações divulgadas pela própria Polícia Federal, a operação começou por volta das 7 horas da manhã e foi encerrada às 8h59. Durante quase duas horas, os agentes fizeram uma vistoria completa nos cômodos da casa, mas não localizaram nenhuma arma ou material que estivesse entre os itens descritos no mandado judicial. Todo o procedimento aconteceu na presença de duas testemunhas, seguindo os protocolos adotados em ações desse tipo.

A nova diligência ocorre em meio às investigações que envolvem o ex-presidente e também faz parte das determinações impostas pelo Supremo Tribunal Federal nos últimos dias. A ordem de busca foi assinada por Alexandre de Moraes após decisões relacionadas ao cumprimento da prisão domiciliar e à necessidade de verificar se ainda existiam armas registradas em nome de Bolsonaro.

O advogado de defesa do ex-presidente, João Henrique Freitas, comentou a operação por meio das redes sociais. Segundo ele, a Polícia Federal realizou uma nova busca na residência de Bolsonaro por determinação do ministro do STF. O defensor afirmou que os policiais procuravam armas, munições, acessórios e documentos referentes aos registros de armamentos, porém ressaltou que nada foi encontrado durante toda a ação.

Ainda conforme a defesa, a operação teve duração aproximada de uma hora e terminou sem qualquer apreensão. O advogado destacou que os agentes cumpriram normalmente o mandado e deixaram o imóvel após concluir as verificações previstas na decisão judicial.

Essa nova etapa das investigações acontece depois que Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar do ex-presidente, mas determinou que todas as armas registradas em seu nome fossem entregues à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A medida faz parte das restrições impostas pela Justiça enquanto o processo segue em andamento.

O caso ganhou ainda mais repercussão por causa de um episódio ocorrido na madrugada do dia 15 de junho. Na ocasião, policiais militares do Distrito Federal apreenderam uma arma registrada em nome de Jair Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança. O fato acabou motivando a abertura de um inquérito para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

Durante depoimento prestado às autoridades, Bolsonaro confirmou que a arma apreendida realmente era de sua propriedade. Segundo as informações divulgadas, ele afirmou que o armamento permanecia em sua residência, localizada no condomínio Solar de Brasília, mesmo após o início do cumprimento da prisão domiciliar.

Na ocasião, o ex-presidente teria declarado que mantinha a arma por questões de segurança. Conforme o depoimento, Bolsonaro disse que havia “três mulheres em casa” e que, por esse motivo, entendia que não poderia permanecer desarmado. A declaração passou a integrar os documentos da investigação.

Depois desse episódio, Alexandre de Moraes determinou que todas as armas de fogo registradas no Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro fossem entregues imediatamente à Polícia Federal no Distrito Federal. A decisão busca garantir o cumprimento das medidas cautelares impostas pela Justiça.

Com o resultado da busca realizada nesta quarta-feira, a Polícia Federal informou oficialmente que nenhum armamento foi encontrado na residência do ex-presidente. Agora, as investigações seguem seu curso normal, enquanto as determinações judiciais continuam sendo acompanhadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.



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