A grande decisão da Copa do Mundo 2026 acontece no próximo domingo (19), quando Espanha e Argentina entram em campo no estádio MetLife, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos. Além da disputa pelo troféu mais importante do futebol, as duas seleções também brigam por uma premiação milionária. A equipe que conquistar o título vai receber 50 milhões de dólares, valor que equivale a aproximadamente R$ 256 milhões.
O prêmio representa um crescimento significativo em relação às últimas edições do torneio. Para se ter uma ideia, a Argentina, campeã da Copa do Mundo de 2022, no Catar, recebeu cerca de 42 milhões de dólares pelo título. Agora, o novo campeão vai embolsar 8 milhões de dólares a mais. Já a Espanha, que conquistou sua única Copa em 2010, na África do Sul, faturou cerca de 30 milhões de dólares na época. Comparando os valores, a diferença chega a 20 milhões de dólares, mostrando como a Fifa aumentou os investimentos na principal competição entre seleções.
Mas não é só o campeão que sai ganhando. O vice-campeão também garante uma recompensa bastante alta. Quem terminar com a segunda colocação vai receber 33 milhões de dólares, algo em torno de R$ 169 milhões. Já a seleção que ficar em terceiro lugar terá direito a 29 milhões de dólares, enquanto a quarta colocada receberá 27 milhões. Mesmo sem levantar a taça, todas essas equipes encerram a competição com cifras impressionantes nos cofres de suas federações.
Os valores pagos pela Fifa não se limitam apenas à classificação final. Antes mesmo da bola rolar, todas as 48 seleções que garantiram vaga na Copa do Mundo receberam recursos da entidade máxima do futebol. O objetivo foi ajudar na preparação das equipes e também cobrir parte das despesas durante o torneio.
Esse aumento na distribuição de dinheiro foi confirmado pela Fifa no dia 28 de abril, durante uma reunião do Conselho realizada em Vancouver, no Canadá. Na ocasião, a entidade anunciou um reajuste de aproximadamente 15% nas verbas destinadas às federações participantes. No total, a Copa do Mundo de 2026 distribui cerca de 871 milhões de dólares em premiações e auxílios, o equivalente a mais de R$ 4,4 bilhões.
Cada federação recebeu inicialmente 10 milhões de dólares apenas por conquistar a classificação para o Mundial. Além disso, houve um repasse extra de 2,5 milhões destinado exclusivamente à preparação das seleções. Também foram incluídos recursos para cobrir custos da delegação, logística, estrutura de trabalho e até despesas relacionadas aos ingressos. Somando todos esses benefícios, cada participante recebeu aproximadamente 16 milhões de dólares antes mesmo de disputar uma partida.
Quem também comemora essa movimentação financeira são os clubes. A Fifa mantém um programa de compensação financeira para as equipes que liberam atletas convocados para defender suas seleções durante a Copa do Mundo. O pagamento é feito por jogador e por dia em que ele permanece à disposição da seleção nacional.
Nesta edição, o valor da compensação chega a 11 mil euros por atleta diariamente. Isso faz com que grandes clubes europeus arrecadem cifras bastante expressivas. Entre os maiores beneficiados estão o Atlético de Madrid, que teve nove jogadores presentes na decisão entre Espanha e Argentina, e o Barcelona, que contou com oito atletas finalistas.
Com tantos representantes na grande final, os dois clubes espanhóis aparecem entre os que mais lucraram durante toda a competição. O desempenho dentro de campo acaba refletindo também fora dele, já que a presença de vários jogadores convocados gera uma receita importante para os cofres das equipes. Assim, a Copa do Mundo movimenta bilhões de reais, premiando seleções, fortalecendo federações e garantindo retorno financeiro também para os clubes que cedem seus principais talentos ao torneio.