Quem resolveu visitar o Cristo Redentor na tarde da última quarta-feira (29), no Rio de Janeiro, acabou vivendo uma situação completamente diferente da que imaginava. O passeio, que começou com céu azul, sol aparecendo entre poucas nuvens e clima agradável, terminou com muita correria por causa de uma ventania extremamente forte que atingiu o alto do Corcovado.
Muitos turistas, principalmente aqueles que estavam conhecendo um dos principais cartões-postais do Brasil pela primeira vez, foram pegos totalmente de surpresa. Em questão de minutos, o tempo mudou de forma brusca. As nuvens começaram a fechar o céu, o vento aumentou rapidamente e quem estava no mirante precisou procurar algum lugar seguro para se proteger.
Segundo informações divulgadas pelo meteorologista Márcio Bueno, da Tempo OK, algumas rajadas registradas na Região Sudeste ultrapassaram os 120 km/h. A intensidade dos ventos chamou atenção até de quem já está acostumado com mudanças repentinas no clima carioca.
Nas redes sociais começaram a circular vídeos gravados pelos próprios visitantes. As imagens mostram pessoas abaixadas atrás de muretas e paredes tentando escapar da força do vento. Em alguns momentos é possível perceber o medo estampado no rosto de vários turistas. Uma das cenas que mais repercutiu mostra uma menina bastante assustada enquanto se abraça ao pai para tentar se proteger das rajadas.
O susto foi grande. Muita gente contou que, poucos minutos antes, estava tirando fotos tranquilamente em frente ao monumento e admirando a vista da cidade. Ninguém imaginava que o cenário mudaria tão rápido. Esse tipo de mudança até acontece no Rio, principalmente durante a passagem de frentes frias, mas a intensidade dessa ventania impressionou quem estava no local.
Diante da situação, o protocolo de segurança foi colocado em prática imediatamente. O acesso ao Mirante Alto Corcovado, onde fica a estátua do Cristo Redentor, passou a ser controlado para evitar riscos maiores. A administração do Parque Nacional da Tijuca, feita pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), trabalha em conjunto com as concessionárias responsáveis pelo transporte até o monumento justamente para agir nesses casos.
Enquanto os ventos continuavam fortes, os visitantes que estavam no alto do Corcovado foram orientados a procurar abrigo em locais fechados. A Paróquia Santuário Cristo Redentor informou que abriu as portas da Capela de Nossa Senhora Aparecida e também da Capela de Adoração Laudato Si para receber todas as pessoas que precisavam de proteção até que a situação fosse controlada.
Ao mesmo tempo, novos acessos ao Cristo Redentor foram suspensos por questões de segurança. A decisão evitou que mais visitantes ficassem expostos ao risco da ventania. Depois que o clima começou a melhorar, o público que permanecia no alto foi retirado de maneira organizada utilizando os transportes oficiais do Trem do Corcovado e do sistema Paineiras-Corcovado.
O ICMBio também informou que quem estava subindo no momento em que as rajadas mais fortes aconteceram e acabou impedido de concluir a visita não teria prejuízo. Os visitantes poderão remarcar o passeio para outra data ou solicitar o reembolso dos ingressos, conforme as regras da concessionária escolhida.
Apesar do susto e dos registros impressionantes compartilhados na internet, não houve informação sobre feridos. O episódio serviu como um alerta sobre como as condições climáticas podem mudar rapidamente em áreas de grande altitude, mesmo em dias que começam com aparência de tempo firme.
Expectativa: conhecer o Cristo Redentor do Rio de Janeiro
— Paula Sampaio Moreti (@GiuliMedrado) July 29, 2026
Realidade: Conhecer Jesus de Cristo de verdade pic.twitter.com/4q3izV4m0l
Já nesta quinta-feira (30), o funcionamento do Cristo Redentor voltou ao normal. Com o tempo estabilizado, turistas novamente puderam visitar o monumento e aproveitar uma das vistas mais conhecidas do mundo. Ainda assim, especialistas reforçam que acompanhar a previsão do tempo antes de fazer passeios ao ar livre continua sendo uma atitude importante, principalmente em períodos de mudanças climáticas frequentes, que têm provocado eventos extremos em várias regiões do Brasil.