Mulher declarada morta por 8 minutos entrega o que viu e surpreende médicos

Aos 25 anos, Brianna Lafferty passou por uma experiência que, segundo ela própria, mudou completamente a maneira como enxerga a vida, a morte e até os momentos difíceis que enfrentou. A americana, que convivia com um quadro de distonia mioclônica, sofreu uma parada cardíaca e afirma ter permanecido cerca de oito minutos clinicamente morta antes de ser reanimada pelos médicos.

O que aconteceu durante esse período, porém, ficou marcado na memória de Brianna. Em seu relato, reproduzido pelo jornal britânico Daily Star, ela conta que ouviu uma pergunta pouco antes de entrar em uma espécie de escuridão. Segundo a jovem, alguém teria perguntado se ela estava pronta. Depois disso, veio uma sensação que ela descreve como uma separação do próprio corpo.

Brianna afirma que, naquele momento, deixou de perceber a si mesma da maneira habitual. Apesar de estar imóvel, conta que se sentia consciente e, de certa maneira, mais viva do que nunca. Ela também relata não ter sentido dor, mas uma profunda sensação de tranquilidade e clareza.

A experiência fez com que a americana passasse a refletir sobre a fragilidade da existência humana. Para ela, a vida física seria apenas uma parte de algo maior. Brianna diz ter percebido durante a experiência uma presença ou inteligência superior, que interpretou como uma força capaz de orientar e proteger as pessoas.

O relato fica ainda mais curioso quando ela fala sobre o que teria visto ou percebido durante o período em que esteve inconsciente. Brianna afirma ter encontrado seres que não conseguiu identificar e descreve uma sensação de que o tempo simplesmente não existia naquele ambiente.

Ela também conta ter tido a impressão de compreender como o universo funcionava. Em sua interpretação, teria percebido que tudo estava ligado a números e que acontecimentos aparentemente separados faziam parte de uma espécie de ordem maior. As lembranças, segundo ela, eram diferentes de qualquer coisa vivida no cotidiano.

“Tudo acontece ao mesmo tempo ali”, explicou Brianna em seu relato, ao tentar descrever a experiência. Para ela, o episódio também modificou seus medos e prioridades. Coisas que antes pareciam muito importantes perderam espaço depois do ocorrido.

Outro ponto que chamou atenção foi a maneira como Brianna passou a enxergar a própria consciência. Ela acredita que os pensamentos continuam tendo importância mesmo depois da morte e que podem influenciar a realidade. Essa percepção, segundo ela, trouxe uma sensação maior de confiança para enfrentar situações complicadas.

Mas a volta para a vida normal não foi simples. Depois de sobreviver à parada, Brianna precisou reaprender tarefas básicas, como falar e andar. Além disso, passou por uma cirurgia experimental na glândula pituitária, que havia sido afetada. Apesar das dificuldades, ela afirma que os resultados do tratamento são positivos.

Mesmo considerando a experiência transformadora, Brianna admite que não gostaria de passar novamente por algo parecido. O motivo é justamente o longo processo de recuperação.

Hoje, ela utiliza tudo o que viveu para ajudar outras pessoas. A jovem passou a trabalhar como doula espiritual de morte, função que prefere chamar de “guia de transição”. Seu trabalho envolve acompanhar pacientes e familiares durante momentos relacionados ao fim da vida, doenças crônicas e questões espirituais.

Para Brianna, a experiência que um dia foi marcada pelo medo acabou dando um novo sentido à sua existência. Agora, ela procura usar aquilo que acredita ter aprendido para oferecer apoio a pessoas que também enfrentam alguns dos períodos mais delicados da vida.



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