A ex-presidenta Dilma Rousseff lamentou, no último domingo (23 de agosto), a morte de Manoel Dias, um dos nomes históricos do trabalhismo brasileiro, fundador do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e ex-ministro do Trabalho e Emprego. A notícia causou repercussão entre antigos companheiros de partido e figuras que conviveram com o político durante sua longa trajetória na vida pública.
Manoel Dias estava internado depois de ter seu estado de saúde agravado. Ele havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) em 2025 e, desde então, vinha enfrentando problemas relacionados ao quadro. A causa oficial da morte, no entanto, não foi divulgada pela família.
Ao comentar a perda nas redes sociais, Dilma destacou principalmente a importância de Manoel Dias para o movimento trabalhista e lembrou também do período em que ele ocupou o Ministério do Trabalho durante o seu governo. A manifestação foi feita no X, antigo Twitter, plataforma bastante utilizada por políticos para comentar acontecimentos de grande repercussão.
“Perdemos o histórico militante trabalhista Manoel Dias, este fim de semana”, escreveu a ex-presidenta. Na publicação, ela ainda ressaltou que ele esteve entre os fundadores do PDT, partido criado em um momento importante da política brasileira e ligado ao legado de Leonel Brizola.
Para Dilma, a trajetória de Manoel Dias foi marcada pela defesa dos trabalhadores e pela participação ativa na política nacional. Segundo ela, o dirigente dedicou boa parte de sua vida à luta pelos direitos trabalhistas, chegando inclusive a comandar o Ministério do Trabalho durante sua administração no Palácio do Planalto.
A relação entre os dois também passou pelo ambiente político do governo federal. Manoel Dias assumiu o Ministério do Trabalho e Emprego no primeiro mandato de Dilma Rousseff, permanecendo no cargo durante parte de seu segundo governo. Sua atuação estava ligada a uma tradição política do PDT, que historicamente buscou manter como uma de suas principais bandeiras a defesa dos trabalhadores e das questões sociais.
Em outra publicação, Dilma voltou a falar sobre a morte e fez questão de prestar solidariedade aos familiares, amigos e antigos companheiros de militância de Manoel Dias. “Lamento profundamente sua partida e me solidarizo com sua família, amigos e companheiros de luta”, afirmou.
A morte de Manoel Dias representa uma perda importante para o trabalhismo brasileiro, principalmente para aqueles que acompanharam a história do PDT desde seus primeiros anos. Sua trajetória esteve diretamente ligada ao desenvolvimento do partido e à defesa das ideias trabalhistas que marcaram diferentes períodos da política nacional.
Mesmo com as mudanças ocorridas na política brasileira ao longo das últimas décadas, Manoel Dias continuou sendo lembrado como um militante de longa data. A presença dele na construção do PDT, ao lado de figuras como Leonel Brizola, ajudou a consolidar sua imagem dentro do campo trabalhista.
A manifestação de Dilma mostra também que a morte ultrapassou as fronteiras partidárias e alcançou antigos integrantes do governo e pessoas que dividiram com Manoel Dias momentos importantes da política brasileira.
Nos últimos anos, a política nacional passou por várias transformações, com novas disputas e mudanças no cenário partidário. Ainda assim, nomes ligados à história do trabalhismo continuam sendo lembrados por suas contribuições. Manoel Dias deixa, dessa forma, uma trajetória marcada pela militância política e pela defesa das pautas dos trabalhadores.
O momento agora é de despedida para familiares, amigos e companheiros de caminhada, que perdem uma figura conhecida por sua participação durante décadas na vida pública brasileira.
Perdemos o histórico militante trabalhista Manoel Dias, este fim de semana. Manoel é um dos fundadores do PDT, ao lado de Leonel Brizola, e dedicou a vida à luta pelos direitos dos trabalhadores brasileiros, inclusive como ministro do Trabalho durante o meu governo.
— Dilma Rousseff (@dilmabr) August 23, 2026