A morte de Dolly Parton, aos 80 anos, na terça-feira (25), deixou uma enorme comoção no mundo da música. A cantora, considerada uma das maiores estrelas da história da música country, morreu após enfrentar uma breve batalha contra o câncer. A informação foi confirmada por sua equipe, que informou que ela estava no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, em Nashville, cercada por pessoas próximas.
Além da carreira artística, Dolly também deixou um patrimônio milionário. Estimativas divulgadas ao longo dos últimos anos colocavam sua fortuna na casa das centenas de milhões de dólares. Agora, com a morte da artista, uma pergunta começou a aparecer na imprensa internacional: afinal, quem vai ficar com todo esse dinheiro?
Dolly Parton não teve filhos durante sua vida. Ela também já havia perdido o marido, Carl Thomas Dean, com quem foi casada por quase seis décadas. Dean morreu em março de 2025. Por isso, a divisão da herança deve envolver principalmente familiares, além das instituições e projetos que eram muito importantes para a cantora.
Um dos caminhos mais comentados é que parte dos bens fique com os sobrinhos de Dolly. A cantora sempre teve uma ligação bastante forte com a família e era conhecida por manter proximidade com seus irmãos, sobrinhos e outros parentes.
Mas existe um detalhe importante: o testamento oficial de Dolly Parton ainda não foi divulgado publicamente. Portanto, não é possível afirmar com certeza quem receberá cada parte da fortuna.
A própria Dolly já havia falado sobre a importância de organizar a herança. Em declarações anteriores, ela demonstrou preocupação com possíveis brigas familiares depois de sua morte. Para ela, deixar tudo definido seria uma forma de evitar confusão entre os parentes.
E não seria surpresa se uma parcela significativa de seu patrimônio acabasse destinada à filantropia. Dolly passou boa parte da vida ajudando outras pessoas e colocou dinheiro em projetos de educação, saúde e desenvolvimento infantil.
Como Dolly construiu uma fortuna tão grande?
A trajetória financeira da cantora impressiona ainda mais quando se lembra de onde ela veio. Dolly nasceu em 1946, em uma família pobre do Tennessee, em uma pequena casa de madeira. A infância foi simples, mas desde muito cedo ela mostrou talento para a música.
Ao longo de décadas, transformou suas canções em um verdadeiro império. Dolly escreveu milhares de músicas e conseguiu manter controle sobre importantes direitos autorais de suas obras.
Um dos maiores exemplos é “I Will Always Love You”. A música foi escrita por ela em 1973 e ganhou uma nova dimensão quando Whitney Houston gravou a canção para o filme “O Guarda-Costas”, em 1992. O sucesso mundial trouxe milhões de dólares em royalties para Dolly e fez a composição se tornar uma das mais conhecidas da música popular.
Também estão no catálogo da artista sucessos como “Jolene”, “9 to 5” e “Coat of Many Colors”. Essas músicas continuam sendo ouvidas, licenciadas e utilizadas em diferentes produções.
Mas Dolly não ficou apenas na música. Ela também entrou de vez no mundo dos negócios. Em 1986, passou a fazer parte do parque Silver Dollar City, no Tennessee, que depois ganhou o nome de Dollywood. O empreendimento cresceu bastante e se tornou uma das principais atrações turísticas do estado.
A cantora também trabalhou no cinema e na televisão, participando de filmes como “Como Eliminar Seu Chefe” e “Flores de Aço”. Fora das telas, investiu em produtos licenciados, livros, perfumes e outras marcas.
Outro grande legado é a Imagination Library, projeto criado por Dolly para incentivar a leitura infantil. A iniciativa distribuiu centenas de milhões de livros para crianças em diferentes lugares.
Dolly também ficou marcada por sua contribuição para a ciência. Em 2020, doou US$ 1 milhão para o Vanderbilt University Medical Center, recurso que ajudou pesquisas relacionadas à vacina contra a Covid-19 da Moderna.
Agora, depois de seis décadas de carreira, a fortuna deixada por Dolly Parton será apenas uma parte de seu legado. O dinheiro poderá mudar de mãos, empresas poderão continuar funcionando e os direitos de suas músicas seguirão gerando receitas. Mas aquilo que ela construiu na música e na vida dificilmente terá um valor calculado em dólares.