A jornalista e apresentadora Thalita Tavares Caturelli Passoni, conhecida principalmente pelo trabalho na cobertura esportiva do Tocantins, morreu aos 46 anos. A informação foi divulgada na noite de terça-feira (25), e causou bastante comoção entre colegas, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória na televisão e no rádio.
Thalita estava enfrentando um câncer nos últimos meses. Mesmo passando por um período delicado, ela manteve, segundo pessoas próximas e a instituição que ajudou a criar, uma maneira leve de encarar a situação. A morte foi comunicada pelo Espaço Junior – Centro Especializado em Autismo, projeto que teve Thalita entre as idealizadoras e fundadoras.
Em uma publicação nas redes sociais, o Espaço Junior lamentou profundamente a perda da jornalista e destacou a importância dela para a criação do espaço. A instituição afirmou que está de luto e relembrou a forma como Thalita enfrentou a doença.
Segundo o comunicado, durante o último ano ela “encarou um câncer do mesmo jeito que encarava tudo na vida, com bom humor e com uma leveza que impressionava todo mundo em volta”. A mensagem acabou chamando atenção justamente por mostrar um lado mais pessoal da jornalista, longe das câmeras e das transmissões esportivas.
Por decisão da própria Thalita, não será realizado velório. A família e o Espaço Junior também agradeceram pelas orações e mensagens recebidas durante o período em que ela esteve doente. O pedido agora é para que as pessoas continuem lembrando da jornalista com carinho, paz e tranquilidade.
Na televisão, Thalita ficou conhecida do público tocantinense principalmente por apresentar o Globo Esporte na TV Anhanguera. Durante o período em que esteve à frente do programa, participou da cobertura de acontecimentos importantes do esporte regional e ajudou a aproximar o público das histórias dos atletas e dos times do estado.
Ela também trabalhou no rádio, onde atuou como comentarista esportiva na CBN Tocantins. A experiência em diferentes meios de comunicação fez com que seu nome se tornasse conhecido entre os profissionais da imprensa esportiva local.
Em 2013, Thalita deixou a emissora e tomou uma decisão pessoal: mudou-se para Maceió, em Alagoas, para acompanhar a família. Mesmo longe do Tocantins, a trajetória construída por ela continuou sendo lembrada por colegas e admiradores.
A notícia da morte chega em um momento em que a cobertura esportiva brasileira também vive uma fase movimentada, principalmente por causa dos acontecimentos do futebol e da proximidade de grandes competições. Para quem trabalhou ao lado de Thalita, porém, a lembrança que fica vai muito além do esporte.
Ela deixa a marca de uma profissional que passou pela televisão e pelo rádio com personalidade, mas também de alguém que participou da criação de um projeto voltado ao atendimento especializado de pessoas com autismo.
Aos 46 anos, Thalita encerra uma trajetória que foi marcada pela comunicação, pelo esporte e, nos últimos anos, pelo trabalho ligado ao Espaço Junior. Agora, familiares, amigos e antigos companheiros de profissão se despedem sem velório, como era seu desejo, guardando principalmente as lembranças dos momentos vividos ao lado dela.

A perda também serve para lembrar que, por trás das figuras que aparecem na televisão, existem histórias pessoais, famílias e batalhas que nem sempre o público conhece. No caso de Thalita, a coragem e o bom humor citados pelo Espaço Junior são, neste momento, parte importante da memória deixada por ela.