VÍDEO: Fernando Sastre admite que bebeu antes de acidente com Porsche e pede perdão às vítimas durante julgamento

Empresário Fernando Sastre é condenado a 17 anos por acidente trágico em São Paulo

Numa cena que chocou a sociedade, o empresário Fernando Sastre apareceu visivelmente emocionado durante seu interrogatório no último dia do júri, que ocorreu na quinta-feira, 29 de março. Em um momento de sinceridade, ele pediu desculpas às vítimas e aos familiares pelo imenso sofrimento que seu ato causou. O julgamento resultou na condenação de Sastre a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, em regime inicialmente fechado.

Uma confissão inesperada

Durante o interrogatório, que teve uma duração aproximada de uma hora e dez minutos, Sastre fez uma confissão que não havia revelado anteriormente. Ele declarou: “Eu quero aproveitar aqui para uma confissão que eu não havia feito antes”. O empresário, em seus momentos de sinceridade, expressou seu arrependimento e pediu desculpas novamente. Ele deixou claro que não tinha saído de casa naquela noite com a intenção de provocar um acidente.

O impacto do álcool nas decisões de Sastre

Um dos pontos mais polêmicos durante o julgamento foi a admissão de Sastre sobre o consumo de álcool antes de dirigir. Ele foi questionado sobre por que não havia revelado essa informação anteriormente. Em resposta, ele afirmou: “Não tem justificativa para isso que eu fiz. Eu me arrependo profundamente de não ter contado a verdade desde o início”. Essa declaração chocou a todos, principalmente porque, em depoimentos anteriores, Sastre havia negado ter consumido bebidas alcoólicas na noite do acidente. Em uma entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, ele havia afirmado ter bebido apenas água.

A mudança de versão e suas consequências

Durante o julgamento, Sastre finalmente admitiu que havia tomado dois drinques à base de uísque antes de dirigir o Porsche. Essa mudança de versão surpreendeu, inclusive, a acusação. Um dos advogados da acusação comentou: “Para mim foi uma surpresa, porque durante o inquérito policial e durante a primeira fase do processo ele sempre negou. E veio aqui, foi uma surpresa até para a acusação”.

Condenação e suas implicações

Na madrugada do dia 30 de março, após dois dias intensos de julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, Fernando Sastre foi condenado. Os jurados reconheceram que ele cometeu homicídio com dolo eventual, que é quando o autor assume o risco de provocar a morte. Além disso, ele também foi considerado culpado por lesão corporal gravíssima, já que o amigo que o acompanhava, Marcus Vinicius Machado Rocha, ficou gravemente ferido no acidente.

Testemunhas relataram que amigos tentaram impedir Sastre de dirigir naquela noite, e que sua então namorada se recusou a entrar no Porsche devido ao estado dele. Apesar disso, Marcus decidiu acompanhá-lo. A defesa de Sastre argumentou que ele não havia assumido o risco de provocar a morte de Ornaldo, o motorista de aplicativo que faleceu devido ao acidente, e pediu a desclassificação da acusação para homicídio culposo. No entanto, a tese da acusação foi acolhida pelos jurados.

O acidente e suas trágicas consequências

O acidente em questão ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, localizada no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Fernando Sastre dirigia um Porsche Carrera quando colidiu com a traseira de um Renault Sandero, que era conduzido por Ornaldo da Silva Viana, um motorista de aplicativo de 52 anos. Infelizmente, Ornaldo não sobreviveu aos ferimentos graves e faleceu. O passageiro Marcus Vinicius também sofreu sérios machucados, incluindo fraturas em quatro costelas, e passou por uma cirurgia para remoção do baço, ficando internado por cerca de dez dias, parte desse tempo na UTI.

Após o acidente, Sastre deixou o local com a autorização da polícia, sob a alegação de que seria levado ao hospital por sua mãe. Contudo, ele não se apresentou imediatamente à unidade hospitalar e foi se entregar à polícia mais de 30 horas depois do ocorrido. Durante o julgamento, a mãe de Sastre afirmou que o levou para casa, já que não conseguiu dirigir até o hospital após tomar um medicamento para se acalmar.

Reflexões sobre o caso

Este caso levanta questões profundas sobre responsabilidade e a necessidade de uma maior conscientização sobre os perigos de dirigir sob a influência de álcool. A condenação de Sastre não é apenas uma punição, mas também um alerta para todos sobre as consequências que podem advir de decisões irresponsáveis. Esperamos que essa tragédia ajude a conscientizar mais pessoas sobre a importância de não dirigir após consumir bebidas alcoólicas, preservando assim vidas e evitando desastres como esse.



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