Mourão nega relato de Cid sobre reunião golpista: “Fantasia”

Hamilton Mourão Desmente Acusações de Tentativa de Golpe e Chama Situação de ‘Fantasia’

No dia 23 de março, o senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão, que representa o partido Republicanos do Rio Grande do Sul, fez uma declaração impactante durante seu depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele se referiu às reuniões mencionadas pelo tenente-coronel Mauro Cid sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado como “fantasias”. Mourão foi enfático: “Em absoluto. Esse diálogo é mais uma das fantasias que circula pela internet, desconheço esses cidadãos e em nenhum momento fui apresentado a alguma minuta. Obviamente esse texto aí é fake”, disse ele ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O Contexto do Depoimento

O procurador Gonet havia questionado Mourão sobre a sua participação em uma reunião em que, segundo relatos, militares rasgaram um documento que teria sido assinado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O próprio tenente-coronel Mauro Cid confirmou essa informação em seu depoimento. Ao ouvir isso, Mourão foi categórico ao afirmar que tal reunião “não aconteceu” e que ele nega “totalmente” qualquer envolvimento nesse encontro.

Investigação da Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) também está investigando esse caso e obteve capturas de tela de mensagens que indicam que alguns militares rasgaram a suposta minuta do golpe de Estado. Essas mensagens foram trocadas entre o tenente-coronel Sérgio Cavaliere e um interlocutor identificado como “Riva”, e fazem parte de um relatório da PF que investiga a tentativa de golpe após as eleições presidenciais de 2022.

O Papel de Mourão no Governo Bolsonaro

Na época em que foi vice-presidente, Mourão prestou depoimento ao STF como testemunha do ex-ministro general Augusto Heleno, que estava à frente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). É importante ressaltar que, apesar de ter exercido a função de vice-presidente durante a gestão de Bolsonaro, o nome de Mourão não foi mencionado nas denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Reflexões sobre o Caso

Desde o início da investigação, Mourão se manifestou sobre o ocorrido, chamando a situação de “plano sem pé nem cabeça”. Ele expressou suas opiniões sobre a falta de clareza e lógica por trás das supostas ações. Em entrevistas, ele chegou a dizer que não via crime em “escrever bobagem”. Ele comentou: “Nós temos um grupo de militares pequeno… A maioria militares da reserva que, em tese, montaram um plano sem pé nem cabeça. Não consigo nem imaginar como uma tentativa de golpe”, declarou em uma conversa no podcast “Bom dia Mourão”, em novembro do ano passado.

Apelo por Refúgio Político

Curiosamente, Mourão também se dirigiu ao presidente argentino, Javier Milei, sugerindo que ele concedesse refúgio político aos brasileiros que foram condenados e investigados por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. Essa declaração traz à tona a complexidade da situação política atual no Brasil e as implicações que ela pode ter tanto no cenário interno quanto nas relações internacionais.

Conclusão

O depoimento de Hamilton Mourão ao STF e suas declarações subsequentes levantam questões importantes sobre a política brasileira contemporânea e o papel dos militares em eventos recentes. A negação de Mourão sobre a participação em uma tentativa de golpe de Estado, junto com suas críticas ao que considera um “plano sem pé nem cabeça”, reflete a tensão e a incerteza que permeiam o cenário político atual. O desdobramento deste caso ainda promete trazer novas revelações e debates acalorados na sociedade brasileira.

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